Dos Lugares: Serra do Cipó – MG

A tag “Dos Lugares” do blog anda meio enferrujada, mas vai voltar a ativa afinal de contas, estou em Beagá, logo, carioca que sou, fico deslumbrada com a beleza de Minas e tô louca pra dividir novas “descobertas” com vocês! De cachoeiras e montanhas incríveis à aquele boteco da esquina que vale a pena. Lugar é lugar e pode ser qualquer lugar né? ;P

Então… pra começar o ano com o pé direito, no dia 04/01 viajei pra Serra do Cipó. A viagem nem foi loooonga pois fica à 100 KM de BH. É bem tranquilo de chegar. A região da Serra do Cipó é incrível, pois além dos atrativos e atividades ecológicas, você se sente parte da natureza sabe? Pelo menos EU me senti assim.

Obs: pelo que li sobre o lugar, é importante que antes de ir, se informem sobre a disponibilidade de visita, ainda mais em períodos chuvosos (dezembro à março).

Certa vez, escrevi em um post que estava tentando viver sem fotografar. Quer dizer, eu fotografo a maioria das coisas na mente, e isso é sensacional também. Acontece que eu ainda estou sem câmera, logo, só tenho a do celular. Acho que eu faço um pequeno milagre com minhas fotografias, pois o celular é um Sansung bem simples, daqueles que só tem Instagram por milagre, mesmo assim nem suporta a versão que grava vídeos do aplicativo. De qualquer forma, ele é um quebra galho e tem rendido boas fotografias/recordações, mas aviso de antemão: não esperem muitas fotos, muito menos “grandes” fotografias. Mas é tudo feito com amor e cada ângulo é pensando com carinho. Acho que isso que importa né? ♥

Trilha Dos Escravos
Chegada hardcore

Saí umas 10 ou 11 da manhã de casa. Não lembro. Devo ter chegado por lá por volta das 14:20, 30, sei lá (perceberam que sou péssima com números né… isso envolve todos os números: datas de aniversário, datas comemorativas, horários, idades ou matemática mesmo.)
Só sei que mal cheguei na Serra do Cipó e já fui andando pra Trilha dos escravos, afinal, era o caminho que me levaria para as águas do Ribeirão Soberbo cuja queda forma a conhecida cachoeira Véu da Noiva.

A estrada de pedra que caminhamos foi construída por escravos (por isso o nome “Trilha dos escravos”) no período colonial para que pudessem escoar as riquezas minerais. E eu coitada, péssima em história, achei que era uma trilha que eles fizeram para “fugir”. E o devaneio não parou por aqui. Imaginei ainda, que eles desfrutavam da cachoeira ao fim da trilha e confesso que me senti feliz por alguns segundos.
Segundos, pois logo voltei à realidade.
Quando subimos e observamos tudo ao redor, dá até um nó na garganta, pois sem querer acabamos vivenciando um pouco da história daquele tempo. Toda hora, me pegava imaginando como foi trabalhoso e penoso colocar pedra por pedra. Pelo que li são calçamentos de rochas quartzíticas, de 1,5 a três metros de largura. E mais: a maioria das lajes de rocha foram cravadas no chão na posição vertical, ou seja… Só estando lá pra entender gente!
No meio do caminho você  ainda aprecia todo o distrito da Serra do Cipó. A trilha é curta, deve levar o que? Um pouco mais de meia hora pra chegar lá. Mas, aviso logo que é difícil e tem um alto grau de inclinação, o que exige um bom preparo físico.
Como não faço mais ballet, contemporâneo, jazz, dança de rua, afro e tuuuudo o que me deixava alegre, preparada e serelepe, quase coloquei os bofes pra fora na subida e parei várias vezes pra “descansar”. Ah! Também não tem sombra, então é bom levar uma garrafa de água. Pra asmática aqui foi tenso mas no fim, valeu a pena! ;P

Trilha dos Escravos Dos que amo (4)

Serra do Cipó10

Trilha dos Escravos Dos que amo (3)

Quando vi essa fita amarela toda bonitinha, do nada, no meio da trilha, tive que fotografar! Adoro fitas! ♥

Depois de muito andar, finalmente encontrei a água! o/ A primeira coisa que fiz: tirar o tênis e fingir que esse trecho era meu escalda pés natural. #RYCA! Hahaha. :D

depois da trilha

Depois, a saga continuou, até achar o “poço perfeito”.
Poço perfeito pra mim é: nem fundo nem raso, que tenha um pedra imensa, cascatinhas e esteja vazio. Hahaha.

Momento Instagram:
Para ver as fotos no Instagram basta clicar!

zen

tattoo

Freedom

O corpo não é uma máquina como nos diz a ciência. Nem uma culpa como nos fez crer a religião. O corpo é uma festa.’
Eduardo Galeano  ♥

Fiquei por lá até cansar. Brinquei (sim, sou dessas que “brinca”),  meditei, fiquei a vontade, sorri, fiquei séria, respirei, escutei, nadei, fiquei com medo das aranhas (hihi) e ainda sentei debaixo de uma queda deliciosa (em outro poço) que me economizou inúmeras massagens daquelas sinistras! Sério, meu trapézio é super rígido e tenso, bastou ficar lá uns minutinhos e pimba! <3

Na hora do almoço…

Existe uma pousada MUITO linda e aconchegante, chamada Barriga da Lua e foi lá que matei minha fome! O pessoal é super gente fina e a comida deliciosa! Acabei não ficando hospedada lá, pois já tinha combinado de ir para outra pousada, mas que deu vontade de cair lá mesmo… ah… deu! O restaurante tem vista panorâmica pra todo espinhaço… é incrível! Fora que os cachorrinhos fofos são uma atração à parte! Até o lavabo é fofo gente! Eu estava tão feliz que fiquei mó tempo olhando os passarinhos, tirando foto no espelho (“pra postá no feicitruque”… hahaha), enfim! Lindo demais!  No final do post coloco o link da pousada pra vocês darem uma olhadinha! <3

Barriga da Lua

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LUA

pink floyd

No meio do caminho. ♥ Muito Pink Floyd gente! ♥

À partir desse momento, meio que parei de fotografar, até porque a bateria do celular logo iria pras cucuias. Fui pra pousada Ao Pé da Serra, onde iria dormir,  linda por sinal, aproveitei a piscina, o café da manhã, a trilha para a Pedra do Elefante, as cachoeiras e tudo mais!  Recomendo muito, pois é barata e o café da manhã, delicioso! Tipo: pão de queijo, bolo de fubá, tudo feito na hora! Ai ai. :B

Pousada:

pousada ao pé da serra

Essas fotos, peguei no site (link no final do post). Só em casa me dei conta que não fotografei a pousada! Hahaha.

JANELA

Vista da janela do quarto.  <3

postar

A história dessa foto: não pensem que eu quis mostrar o popozão não. A “anta” aqui, queria tirar uma foto estilo *sou nadadora*, ou seja: aquele clique perfeito de quando uma pessoa está dando um pulo lindo na piscina.  Tipo esse:

José-Loreto-pulo-2(Via Google)

Só que a jumenta aqui não sabe NADAR. Pois é! Além de morrer de medo de cair errado, essas coisas. Depois de 30 mil tentativas, com direito a perna arreganhada, cara de bunda e tudo de mais horrendo do mundo, posso garantir pra vocês  que esse foi  o único click decente. Na foto dá pra ver as montanhas. Imagina tomar banho com uma vista dessas? Lindo demais! :D

TCHAU

Pôr do sol <3

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Essa é a Pedra do Elefante! Existem trilhas que nos ajudam a chegar até o topo! Disseram que na Pedra do Elefante, podemos encontramos  inscrições rupestres datadas de 8000 anos atrás, além de uma linda cachoeira que tem o mesmo nome: Cachoeira do Elefante.
Existe a trilha da Pousada Barriga da Lua, mas como estava na pousada Ao Pé Da Serra e lá também tinha uma trilha, segui por essa mesmo. Acontece que a trilha era SINISTRA, oposto da outra pousada. A Jhê aqui, pensou o seguinte:
– Opa! Vou fazer trilha de biquíni, assim exercito e ainda pego uma cor!
Look do dia (ou Looka da Trilha):
aloka

Denominei esse modelito de ‘Look BB’: Baranga e Burra.
Baranga porque tênis e biquíni ficou barango demais! HAHA. Mas até aí, tranquilo, até curto uma baranguice de vez em quando.
Agora, burra é total: gente, desde quando se faz trilha de biquíni?
No começo foi tranquilo, a cachorrinha da pousada fez companhia o tempo inteiro (gente, um amor… ela não desgrudava de mim e atravessou córregos, escalou pedras…), tirei essa foto… tudo de boa. Na ida.

1486660_645237135519336_2021133975_n Companheira! ♥

Do nada, um poço pequeno e lindo no meio do matagal! Foi sensacional! Água geladíssima! Aproveitei, mas fiquei com medinho dos girinos. Sim. Patético, mas tenho nervoso. Como estava na “casa deles” tentei me controlar, meditar e curtir a paisagem sentada na pedra.

poço virgemLindo né?

Mas eu disse que a trilha era sinistra não disse? Então… e era! Na volta, foi bem pior, pois em determinada hora, não existia mais trilha! Só tinha mato. Mato e mosquito! Com essa realidade, nem cheguei perto da Pedra do Elefante! Imagina se não consigo chegar de jeito nenhum!  Resolvi que era hora de voltar para a pousada.
Caí horrores, escorreguei, chorei, gritei de pavor, quase dei com a cabeça na pedra uma hora, os insetos e mosquitos, perceberam que tinha carne nova (e perdida) no pedaço e me atacaram RUDE! Um bando de mosquitinho borrachudo entrou na minha meia! Foi tipo assim: desesperador!
A cadelinha coitada, ficava ao meu redor, seguindo e latindo querendo mostrar o caminho certo…
No final, cheguei na pousada e aprendi a lição! Trilha de biquíni: não mais!

Chora na cama que é lugar quente:

1506663_645392232170493_2107478399_nSe vocês vissem a foto da minha coxa (frente, dentro atrás) morreriam de nervoso. Só calombo violento. Fora que coça muito! Haja antialérgico!

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No final das contas, no meio dessa trilha doida, encontrei vestígios de uma “arte” rupestre numa pedra!
Juro que voltarei à Serra do Cipó só pra ver as pinturas em sua totalidade!

A estátua do Juquinha:

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Outra coisa legal de se ver por lá, é essa estátua! Adorei conhecer um pouco da história desse homem “duente/ET”! Ele me lembrou o Mago Castanho d’O Hobbit: vivendo em total sintonia com a natureza! <3
“A estátua do Juquinha é uma homenagem ao andarilho que hoje faz parte da história da Serra do Cipó. A escultura, feita de cimento, com aproximadamente 3 metros de altura, foi construída sobre um platô, proporcionando uma bela visão panorâmica de toda a Serra.
Juquinha foi um personagem real que vagava pelos campos colhendo flores, mudas e raízes para depois oferecê-las aos turistas, ou trocá-las por objetos de seu interesse e até mesmo comida. Qualquer coisa lhe servia como objeto de troca, pois o que importava era interagir com os visitantes da região.
Sua forma simples de conviver junto à natureza, e apego às montanhas, onde vivia, fez do Juquinha uma figura extremamente popular e querida. Várias lendas rondam até hoje, sua história, e há quem afirme que se tratava de um duende ou mesmo um ET.
Tais fatos se devem, sobretudo, à doença rara que o acometia, a catalepsia, que fazia com que seu coração parasse de bater, parecendo morto e, passado algum tempo, “voltando á vida”. Assim, houve mais de um velório do Juquinha, que, aparentemente por milagre, se levantava de repente do caixão, para assombro de todos.
O Juquinha da Serra nunca se casou, e morreu no ano 1983. Sua estátua foi erguida em 1987, no Alto da Serra do Cipó e atualmente é considerada um símbolo e até protetor da Serra.”

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Então… é isso! Como disse não tirei muitas fotos, coisa e tal, mas os dias que fiquei por lá renovaram minhas energias! <3
Espero que tenham gostado! Tomara que um dia, todos vocês possam conhecer esse lugar lindo! Certamente tem muito mais coisa pra fazer por lá… mas só vou descobrir quando for novamente, e isso, em breve acontecerá!

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Fonte:
Sobre a Estátua do Juquinha
Serra do Cipó Ecoturismo

 

Links das Pousadas:
Pousada Ao Pé da Serra
Pousada Barriga da Lua

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2 comentários sobre “Dos Lugares: Serra do Cipó – MG

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