Dar um tempo.

Tô numa de flores…
aquarelas…
fotografias.

Tô numa de sonhos…
delírios…
fantasias.

Ando chorando demais. Sorrindo demais. Sofrendo demais. Sentindo demais. Sentindo de menos.

Minhas escolhas caminham tão confusas que chego a ficar tonta.
A certeza é incerta .

Tô numa de dúvidas.
Tô numa de desistir.
Tô nessa maré ruim pegando vez ou outra boas ondas. 

Acho que preciso agarrar forte alguma expectativa.
Ou talvez precise segurar firme num tronco de árvore.

 Jhê Delacroix
04 de janeiro de 2012

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O post de hoje é assim… cheio de sentimento e uma espécie de desabafo e conclusão.

Hoje acordei cedo e fui assistir  tv como quem não quer nada. Resolvi que burlaria o costume de abrir os olhos já ligando o computador a espera de atualizações no facebook ou notícias no twitter.
Costume: uma palavra traiçoeira. Ora, o costume é mutável… e nada “costumeiro”.
Antes de vir morar com o Lucas (meu companheiro de aventuras) não tinha o “costume” de ficar horas em frente à uma tela em busca de novidades.
Mas tinha o costume de escrever na minha agenda, ler e reler todos os livros que gostava, ficar olhando as paredes…
De certa forma, eu era mais livre.
Dada a sentimentos como sou chorava, ria, esperneava… tudo dentro do meu quarto.
Batia o tédio: eu ligava pra casa da Nathy e as horas voavam assim como o preço da conta de telefone.
Se não ligava, era só andar um pouco, chegar ao destino, gritar “Vanessa” ou “Daniele” no portão e lá estava eu conversando com minhas amigas.
Até que com 18 anos entrei na universidade meio que sem saber o que queria.
Fiz novas amizades, aprendi coisas novas, sofri por novas coisas e ri por outras mais.
Conheci o Lucas, ficamos amigos,  viramos namorados e por fim nos juntamos.
Desde então já se passaram 3 anos.

À partir daí… a convivência me encabulou.
Tinha medo de chorar, tinha medo de sorrir demais.
Quando a gente mora junto com alguém parece que a tristeza é algo ruim… queremos alegrar o outro, afagar e dizer: “não fique triste”… até entendo.
Mas eu gosto de ficar triste! Me faz bem! Reflito, olho pra dentro de mim.
Hoje não consigo me “observar” com tanta facilidade, pois logo querem saber o que tenho e o porquê de minha amargura.
Se antes eu cantava quase gritando de êxtase todos os dias em minha antiga casa… hoje não posso falar tão alto e a voz não me parece lá essas coisas.
Quando optei por  morar tão longe com o meu broto, não pensei que como consequência me afastaria das  pessoas que  tanto amava/amo.
Aqui perto não tenho amigas.
Aqui não posso usar o telefone como bem entendo.
E é nessa reflexão que se encaixa o post.

Pra sanar a saudade dos queridos, distância e falta de tempo comecei a me apegar demais a internet, consecutivamente às redes sociais.
Engraçado que apesar de serem criadas pra  “sociabilização” me sinto só.
Não decoro mais meu quarto como outrora, nem desenho, escrevo ou componho com tanta frequência.
Se o twitter pergunta: “o que está acontecendo” e eu fico horas na frente dele tweetando, na realidade não está acontecendo nada.
Pelo menos nada de muito interessante. Ali só as palavras acontecem. E a todo vapor.
Se o facebook questiona “o que estou pensando”… de verdade? Ele não quer nem saber!
Aliás, nem tem espaço pra escrever o que  penso.
Meu cérebro trabalha muito rápido! Consigo pensar mil coisas e ainda cantar uma bela canção ao mesmo tempo!

Preciso sair um pouco desse mundo.
Não que eu não tenha uma vida real… porém hoje percebi que perco horas aqui: estática.

Daqui há 4 meses me formo na universidade.
Preciso terminar meu TCC e se eu disser que aproveitei as férias pra adiantá-lo é uma mentira!
Acordo, fico no twitter/facebook, leio blogs e quando percebo já está na hora de deitar.
Enquanto isso minha bicicleta continua imóvel na varanda e nem as plantinhas que adoro regar são lembradas por mim.
Até agora.

Preciso concluir.
Preciso priorizar.
Preciso deixar a arte tomar conta de mim novamente.
Quero jogar mais papo fora com o meu amor.

Se  gosto das redes sociais? Sim! Gosto! …
Mas não tanto quanto uma caminhada na grama do sítio do vizinho como eu costumava fazer quando ainda morava com minha mãe.

_________________________

Ps: escrevi esse post cantarolando na minha cabeça a música ‘Porque você faz assim comigo’ da Mallu Magalhães.
Se você quiser escutar é só clicar AQUI! <3
Ps²: essa pseudo poesia foi tirada do meu outro blog, o  Amante do Padre… caso queriam ler mais é só clicar também!

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Se eu desaparecer, liga não… estou por aí curtindo algum pôr do sol. <3

E aí curtiram? Alguém tem alguma dúvida/sugestão pro post? Então comentem galera! Escrevo com muito carinho e adoraria saber o pitaco de vocês!

Ps: eu sempre respondo os comentários okie? Sempre!  ;*

X

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18 comentários sobre “Dar um tempo.

  1. Sinceramente faltam-me palavras para expressar o grau intenso de identificação que senti ao ler esta publicação.Jhê eu estou boquiaberta diante das tuas palavras.O trecho que maisme comoveu:”Acordo, fico no twitter/facebook, leio blogs e quando percebo já está na hora de deitar.
    Enquanto isso minha bicicleta continua imóvel na varanda e nem as plantinhas que adoro regar são lembradas por mim”.Como vc,gosto muito das redes sociais,mas elas estão levando um tempo precioso da minha vida.
    Um superbeijo!

    • Ai Charlene… seu comentário me comoveu. De verdade. Meus olhos inundaram-se agora. Sério. Acho que estou muito sentimental… mas pensei que ninguém leria até o final… muito menos se identificaria. Fico muito agradecida por ter comentado… isso vai me dar força pra focar no que quero. Agora pouco me despedi dos amigos do twitter e comecei a ler meus textos, inclusive marcando na agenda a data de hoje, da qual quero começar a viver sabe? Eu não era assim fissurada em redes sociais, mas depois que comecei a refletir o porquê dessa minha “dependência” aceitei a resposta e decidi dar um jeito nisso. Fiquei muito feliz MESMO por ter lido! Um grande beijo e boa sorte pra nós! <3 X

  2. Li cada palavra,e confesso a vc que com os olhos vidrados em cada uma delas.Eu quero essa força pra mim.Quero dedicar meu tempo com tantas coisas que tem estado em segundo lugar,mas que deveriam estar em primeiro.Por outro lado,fiquei pensando “se a Jhê não escrevesse no blog como teria acesso a esse texto?” uma dualidade de sentimentos se abateu sobre mim.O que posso fazer para utilizar esta ferramenta de uma forma mais construtiva?ou como fazer para não exceder?Enfim,só sei que foi graças ao blog(que só é possível visualizar por meio da internet)que li uma das coisas mais lindas e profundas que uma pessoa que conheço escreveu.

    • Que a força esteja com você companheira! Hahahaha! A gente ainda vai descobrir o que é o meio termo! Beijos! <3 XXXX

  3. A uns anos atrás também me sentia assim, vivia na frente do pc parecia que tinha esquecido de viver a vida real que a verdadeira. Jhê sabe o que é interessante nisso tudo? que você parou para refletir e com isso vai dar valor as coisas verdadeiras e simples da vida como assistir o por do sol. Então flor curta a vida, somos tão jovens e temos muito que aprender a cada dia momento e segundo. A vida nos proporciona surpresas e tudo tem um propósito, algo que por intermédio de Deus para aprendermos. Então o que vale é aprender e assim contribuir para escrever sua história de vida. Pode ter certeza que um dia vai sentar no sofá ou na varanda e vai contar aos seus filhos tudo que já viveu e como é bom aproveitar a cada minuto da vida com SABEDORIA. È isso flor levanta a cabeça e seja feliiiiiiiiiiiz. beijocas

    • Verdade Vanessa! Merci pelas palavras de apoio! Estou começando a priorizar as coisas mais importantes mesmo e tenho certeza de que isso será bom pra mim! Um grande beijo! (: X

  4. Jhê, minha amora. Muito bom você pensar assim, eu sempre achei que você passava muito tempo no computador mesmo e até estranhava quando você sumia do Twitter ou do Facebook :P Antes de eu namorar o Tiago também não tinha o costume de passar horas e horas na internet mas, com um namoro à distância, essa foi uma das soluções que encontramos pra ficarmos um pouco mais perto.De lá pra cá, descobri um mundo novo e confesso que tive horas que me senti perdida, assim como você descreveu no seu post, pois, as horas na internet já não eram mais pra matar saudade e sim pra ficar nas redes sociais ou em blogs que eu descobria aleatoriamente.
    Enfim, esses questionamentos, essas paradas para pensar são fundamentais para que aprendamos a dosar o tempo que gastamos no mundo virtual e que, apesar de virtual pode nos trazer muito de real.
    Hoje vejo que sou mais sensata para utilizar a internet mas, mesmo assim ainda cometo uns deslizes, nada que me comprometa. Mas, ao menor sinal, é sempre bom parar pra pensar e se disciplinar. Pense em estabelecer horários, acho que é uma boa saída :) Assim você não abandona a gente e nem seu mundo real.

    Beijos!

    • Eu gostei dessa idéia de estabelecer horários pra “dividir” meu tempo Zilah! Adorei aliás. E é exatamente isso que estou fazendo. Tenho que focar logo no meu TCC pra terminar de vez a faculdade e por fim ter meu dinheiro e poder trampar sério! Merci pelo comentário, de verdade! Eu entro na internet vejo o que me dá vontade e depois saio… não fico estática na frente dela sabe? Comecei ontem e isso está sendo bom pra mim! {: X

      • Isso mesmo, Jhê! Quando começar a achar que está inútil, vaza! Tem sido assim ultimamente com o facebook,twitter… Já os blogs são meus grandes vícios. Sempre os vejo com muita utilidade então é difícil desvencilhar. Mas a questão x cai nos horários mesmo. Tempo certo pra tudo e por mais que isso vá contra a nossa natureza, chega uma hora que é preciso dar uma organizada na vida.

        Alguém já te disse que você é muito pisciana? :P

      • Ah… já sim! Pisciana ao EXTREMO! HAHAHAHA! Pisciana = sonhadora. Pisciana = exagerada. Pisciana = DRAMÁTICA. E meu ascendente é capricórnio! IMAGINA ISSO! (: X

      • Acho os piscianos extremamente complicados mas, minhas duas melhores amigas são piscianas ou seja, esou cercada deles. Já meu pai, minha mãe e a Mari são de capricórnio :P

      • HAHAHAHAHAHAHAHA! (: Então ainda podemos ser amigas. Pena que vivo com os pés fora do chão… é cada tombo minha filha! *o* X

  5. Li tudo e me identifiquei MUITO, quem olha pra você nem imagina…pelo contrário. Estou passando pela mesma situação e seu post me deu um gás! Espero que você consiga alcançar os seus oobjetivos de verdade.

    • Espero que nós consigamos então! o/ É fácil… sabendo dividir nossas prioridades é mole! Apesar de que como estamos de férias não temos MUITA coisa pra fazer… mas é esse o ponto: arrumar algo bacana, que no meu caso é escrever, escutar música, estudar… etc. Um beijo e merci pelo comentário! X

    • Merci pelo elogio! Fico feliz que vocês tenham lido e se identificado com isso. Tomara que consigamos aproveitar mais o dia né? GRANDE BEIJO! (: X

  6. O texto é lindo. Linda, também, a tua coragem de expor seus sentimentos. Vale dizer o pensamento que me causou. Penso, se quando a gente tah triste (pouco ou muito, não importa…)chove comentários e se estamos felizes, poucos são os comentários, pq a gente tem que tah sempre bem pro outro?? Gostei muito de vc dizendo “Quando a gente mora junto com alguém parece que a tristeza é algo ruim… queremos alegrar o outro, afagar e dizer: “não fique triste”… até entendo.” e vc faz um vai e vem na tristeza que funciona como um auto-conhecimento e que por vezes é “atropelada”. Você foi ótima, Jhê!Tenho vivido uma avalanche de mudanças… e quando eu pensava que tava tudo passando, me percebi na neve sem roupa de frio.Sinceramente, to pensando agora, que os dias passam, e a gente vai sobrevivendo às tristezas e nem percebe… a gente até conta o tempo,somos capazes de lembrar datas, reparou? uma ano que isso, meses que aquilo… mas, sabe o que faço,vivo a teoria da paz “Vivo um dia de cada vez!” nesse meio tempo choro, choro de soluçar, choro escondido, choro doído… me permito chorar.Aí quando vc se refere no texto a coisas como grama, estar com qm se ama… rss faço isso tb!Aprendi com meu pai que “o que um tem que passar, outro não passa” e, por isso, “tudo tem uma razão de ser” vou aprendendo rss… Procuro viver da melhor forma possível (e não dá que acham possível rss), me dou chances… aí como mágica, fica tudo bem!!!
    Como o sentido do teu texto, não era deixar ninguém triste, mas o de encorajar movimentos de conclusão e prioridades, amor e grama, lembrei que minha irmã fala coisas engraçadas pra alegrar e, ela diz algo assim: “quando a vida virar as costas pra mim, vou aproveitar pra passar a mão na bunda dela!” “usahsauhsauhsauhas

    bjss Jhê, teu texto: L-i-n-d-o!!!

    • Ah… que bom que gostou Elena… é bem isso mesmo! E você me fez rir! Fiquei muito feliz com seu comentário! Palavras de apoio sempre dão um baita gás! Beijos! (: X

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